Não Conspira Que Eu Gamo

Aniquilando magos no século XXI

#5 – Série de TV de 2003 previu COVID de 2020

May 5, 2020 by Francisco Leave a Comment

Acredite em coincidências ou não, boa sorte explicando o que vou mostrar abaixo. Eu tenho minha opinião, mas não vem ao caso aqui. A série de TV “The Dead Zone” de 2003, onde o protagonista é uma espécie de paranormal vidente, parece ter previsto o que estamos vivendo com apurada astúcia.

O episódio “Plague” possui o seguinte enredo, segundo o IMDB:

Numa feira de ciências escolar, Johnny tem uma visão perturbadora de um grupo de crianças ficando extremamente doentes.
Jonny convence Walt a pôr o prédio em quarentena, e sem falha, as crianças começam a ficar doentes.
Johnny percebe que sem sua ajuda as crianças morrerão, incluindo JJ.
Com o auxílio do pastor Purdy, Johnny precisa ajudar Walt e o inspetor de saúde local, Jim Pratt, a identificar assim como encontrar
a origem do misterioso vírus antes que ele mate toda a cidade.

Estoure um pacote de pipocas e divirta-se. Quem se achar o esperto e quiser explicar como que funciona isso, fique à vontade.

Transcrevi e traduzi os diálogos para o português abaixo, para aqueles que tiverem dificuldade sem legendas em português.

– Eu vi um tipo de doença…

– Um vírus, tipo SARS?

– Não sei, só sei que altamente contagioso, e pode ser fatal. Agora mesmo, todos podemos estar contaminados.

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– Talvez nós devêssemos usar máscaras.

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– Você não tem motivo algum para ter medo. Deixe-me perguntar algo. Animais. Você esteve perto de algum animal no quintal. Mesmo um gambá ou guaxinim?

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– Nós sabemos que age como um vírus, ele causa febre alta e distúrbio respiratório. Rastrear e tratar um misterioso surto desses pode levar meses para o CDC.

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Quem não foi exposto ainda precisa usar uma máscara.

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China. Não é de onde vem os vírus da gripe?

Sim, muitos vírus vêm de lá.

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Um vôo para a China. Não é coincidência.

O que quer que seja, se originou na China.

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Quanto tempo demorará?

Demorou 34 dias para isolar o corona vírus que causou SARS, e isso foi rápido.

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A cloroquina.

É isso, esse é o seu vírus.

Sinto muito, mas não há cura para isso.

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Cloroquina, isso é uma droga contra malária!

Escuta, ela suprime as enzimas!

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Nós tratamos todos com cloroquina, paramos a coisa toda em seu caminho. A CDC teria descoberto tudo cedo ou tarde, mas não em tempo.

Créditos para o BigBear Owen Benjamin que divulgou o vídeo em seu streaming hoje em https://dlive.tv/p/owenbenjamincomedy.

#4 – Da Páscoa ao Ramadan, Abril, o mês da “apropriação cultural”

April 22, 2020 by Francisco Leave a Comment

Na semana da Páscoa, fiz um jejum de 7 dias e 7 noites, bebendo apenas água. Acompanhei meu progresso na balança e em exames de sangue várias vezes ao dia. O objetivo nunca foi perder peso ou melhorar de aparência, mas certamente obtive progresso aí. Resolvi dar um passo adiante nesse sentido e praticar o Ramadã em 2020, apenas uma semana após concluir jejum de 7 dias.

O Google aproveitou para me “trollar“, ao encontrar uma foto de 2017 e fazer a montagem abaixo. À esquerda, pouco menos de 3 anos atrás, antes de eu ter adotado uma dieta cetogênica (keto-diet), apenas com alimentos de origem animal, com praticamente zero carboidratos. A foto abaixo diz mais do que eu poderia exprimir em palavras.

Desde meus 19 anos (hoje tenho 37) frequentei academia e treinava por 2 horas ou mais por dia, muitas vezes pela manhã e pela noite. Nunca achei um ponto de equilíbrio, onde permanecesse verdadeiramente magro (vide foto acima) sem me exercitar à exaustão. Nunca entendi o porquê sempre engordava quando reduzia a rotina de exercícios. Hoje sei. Carboidratos e muitas refeições por dia.

Durante o jejum minhas leituras de corpos cetônicos dispararam de 0.2 mmol/L para 3.0 mmol/L (gráficos abaixo), conforme eu perdia peso, e me sentia melhor dia após dia. O que isso significa é que meu corpo se tornava mais eficiente no uso de gordura como seu combustível principal. Não sentia fome, nem sonolência ou picos de energia. Tudo muito constante.

O resultado foi tão positivo que só me resta fazer mais. E não há melhor forma de fazer isso do que aliando uma prática saudável para o corpo com outra saudável para o coração e, por que não, para o espírito.

Jejum é uma ferramenta poderosa para nos ajudar a controlar nossos impulsos, ou tentação aos pecados, na terminologia religiosa. A habilidade de se ter auto-controle e disciplina provêm de um tipo ou outro de indulgência a apetites, à habilidade de perdoar a nós mesmos por beber, cair e levantar.

Cada um tem suas fraquezas. Ninguém está isento.

Pode ser a cerveja, o vinho, o cigarro. Sorvete, pizzas, frutas.

Pode ser horas assistindo futebol, filmes, noticiário e novelas na televisão, ou horas de video-game.

Pode ser o hábito de não tomar banho, cortar os cabelos e unhas, e manter seu quarto e pertences em ordem.

Pode ser a rotina de brigas e discussões com esposa (ou marido), ou filhos, pais e pessoas que mal conhecemos no Facebook, Instagram ou Twitter. Ou ainda em comentários do YouTube.

Pode ser a maconha, cocaína, anti-depressivo ou aspirina.

Pode ser masturbação, pornografia, fornicação e sexo adúltero.

Certamente sou culpado em muitos dos casos acima. Como dois pacotes de biscoito ou um pote de sorvete em minutos ocasionalmente. Fumo meu baseado e cigarro diariamente. Perco a calma e entro em discussões bobas com minhas filhas e esposa mais do que eu gostaria de admitir. Já fui infiel, caçador de mulher em balada em tempo quase integral, várias vezes por semana no Rio Scenarium na Lapa. Já fui viciado em pornografia com 20 abas abertas ao mesmo tempo, como 99.9% dos homens honestos o suficiente para se arrepender e deixar de pisar na mesma casca de banana. Já perdi, literalmente, mais de 3 meses da minha vida (em playtime, contando apenas o tempo online) jogando World of Warcraft. E mais incontáveis outros jogos. Perdi minha saúde e muito do meu primeiro casamento para videogames.

Ainda assim, deixar de comer, fumar, beber, e me esbaldar em qualquer coisa por uma semana foi tranquilo. Excelente. Melhor do que os dias normais. Mente atenta, sentidos apurados, com o olfato e a visão como de caçador na selva, à espreita da próxima presa. Exceto que em paz, em tempos de trégua interna.

Por isso, resolvi que vou dedicar o próximo mês a pagar tributo por meio do Ramadã.

Não sou muçulmano. Já tive medo de muçulmanos por conta da campanha contra terrorismo forjada após o 11 de setembro e a queda das torres gêmeas. Moro no Canadá há 3 anos, e já presenciei o ressentimento que os nativos daqui têm com relação a imigrante, em especial aos islâmicos, não tanto direcionado a chineses, por exemplo.

Uma vez no terminal de barcas (BC Ferries) estava sentado ao lado de um homem entre 20 e 30 anos, que olhava para um senhor nos seus 50 anos, vestido em suas vestimentas tradicionais com turbante e barba comprida. O rapaz esbravejava para si próprio entre seus lábios, murmurando: “lixo do terceiro mundo, volte para sua terra“. Escutei com meus próprios ouvidos, e olhei para ele, para que ele soubesse que eu escutei. No Brasil, talvez, mas aqui no Canadá não sou “branco”.

Já aconteceu comigo, de ser tratado com o que chamam “islamofobia” (uma besteira de palavra inventada, na minha opinião). Minha pele é mais para indiano ou árabe. Fui revistado na porta do casino em Sydney, Austrália, onde adentrava com amigos iraquianos (certamente não ajudou minha situação rs). Eu, provavelmente por ser fisicamente grande, quase 1.90m em boa forma física, era o último de quatro pessoas adentrando juntos. Sob protestos do meu camarada, o segurança apenas disse: “Ameaça terrorista, siga aqui ao lado. Revista”.

Por outro lado, o impulso de empatizar com o islâmico no terminal de barcas conflitava dentro de mim com o sentimento de ódio do rapaz pelo “terceiro mundo”, como se os outros fossem a causa dos problemas dele, quaisquer que sejam. Ok. Ainda assim, entendo seu ponto de vista, ao ver o Canadá ser invadido por uma maioria estrangeira em 2020. Em Vancouver, na província de British Columbia, canadenses já são minoria: 43% da população é de origem asiática. Minha esposa e minhas duas filhas inclusive, todos oriundos do “terceiro mundo”, seja por meio de China ou Brasil.

Mas o ponto principal é o Ramadã. Apenas trouxe o pano de fundo anterior, para ilustrar que tenho ou tive muitos dos mesmos preconceitos relativos ao islamismo no passado, fundados em eventos fabricados e nas campanhas ideológicas de engenharia social que temos presenciado nos últimos 19 anos, colocando cristãos contra muçulmanos.

E o que é o Ramadã?

http://factsanddetails.com/world/cat55/sub358/entry-5902.html

O que a maioria das pessoas sabe sobre Ramadã é que ele consiste em um tipo de jejum. As regras específicas são mais abrangentes, entretanto. O Ramadã é um mês sagrado, de devoção a Allah. E para ficar claro, Allah é a palavra no idioma árabe para Deus. Não existe distinção entre Allah e Deus para o árabe, estamos falando do mesmo nome para Ele em idiomas distintos.

O mês de Ramadan foi o mês em que foi revelado o Alcorão, orientação para a humanidade e vidência de orientação e Discernimento. Por conseguinte, quem de vós presenciar o novilúnio deste mês deverá jejuar; porém, quem se achar enfermo ou em viagem jejuará, depois, o mesmo número de dias. Deus vos deseja a comodidade e não a dificuldade, mas cumpri o número (de dias), e glorificai a Deus por ter-vos orientado, a fim de que (Lhe) agradeçais.

Surah Al-Baqarah [2:185] Alcorão (Religião e Filosofia) . AUTCH Editora. Kindle Edition.

Antecipo que, em comparação com o jejum de Páscoa, não me agrada à mente indisciplinada a ideia de que agora durará 1 mês, e que não há sequer a possibilidade de beber água durante o dia. O jejum há de durar desde o amanhecer até o anoitecer, sem líquido algum.

Um mês inteiro de devoção, gratidão e purificação. Não me iludo pensando que não pisarei na bola nenhuma vez em 30 dias, mas vi uma recomendação interessante, que em qualquer momento que cometa algum ato fora da linha, faça conscientemente e imediatamente um ato de bondade para compensar e voltar ao caminho.

Veremos. Com Sua permissão eu hei de me apropriar daquilo que é belo na cultura muçulmana, e que a paz esteja com Maomé.

Como diria Khabib Nurmagomedov:

Khabib Not Me GIF - Khabib NotMe ItsGod GIFs
Alhamdulillah.

E quando os anjos disseram: Ó Maria, por certo que Deus te anuncia o Seu Verbo, cujo nome será o Messias, Jesus, filho de Maria, nobre neste mundo e no outro, e que se contará entre os diletos de Deus.

Surah Ali ‘Imran [3:45] Alcorão

#3 – O corona vírus é um vírus? Dr. Andrew Kaufman, MD (traduzido em português)

April 1, 2020 by Francisco Leave a Comment

A íntegra do texto abaixo foi extraída de apresentação divulgada pelo Dr. Andrew Kaufman, médico licenciado nos EUA, publicada pelo site Crrow777 Radio. Reproduzo com o consentimento expresso no áudio original. Estou disponibilizando o áudio e o PDF originais com a apresentação para download.

Crrow777 Episode 207.5 – Andy Kaufman, The anatomy of COVID-19
Dr.-Andrew-Kaufman-The-Anatomy-of-Covid-19-1Download

Por favor, divulguem para amigos e familiares, em especial aqueles com formação em medicina, biologia, virologia, infectologia e demais ciências relacionadas para ouvirmos o que têm a dizer sobre a argumentação de um especialista no assunto. Eu fiz o meu melhor para traduzir para a língua portuguesa com a celeridade que o assunto merece, mas não sou perito na área. Todo crédito vai para seus autores.

Boa leitura.

Olá a todos, meu nome é Dr. Andy Kaufman, eu tenho falado bastante ultimamente sobre essa pandemia viral e aprendi algumas coisas nos últimos dias que me ajudaram a desenvolver uma teoria, e acho que sei o que está acontecendo aqui. Então eu queria trazer essa informação a todos.

Quero que todos saibam que sou um doutor de medicina qualificado. Então estou colocando informações sobre meu histórico aqui. Sou certificado pelo conselho, pratico em psiquiatria e psiquiatria forense. Eu também faço consultas com curas naturais. No passado trabalhei com hematologia e oncologia. Tive posições de liderança em escolas de medicina. Conduzi uma empresa startup de dispositivos médicos, e vocês podem ver onde obtive minha educação (Figura 1). Então sinto que sou qualificado para falar sobre o assunto em questão, e espero que concordem.

Figura 1/25

Eu gostaria de agradecer a algumas pessoas que foram instrumentais e inspiradoras para mim. Primeiro de todos Dr. Cowan, que tem falado bastante nessa situação também, e ele me inspirou muito, me deu grandes ideias que me ajudaram a enxergar esse panorama todo. Eu quero especialmente agradecer a James True, que tem sido um grande amigo, confidente e colaborador durante tudo isso. Nós com certeza faremos muitos trabalhos juntos no futuro.

Eu gostaria muito de agradecer a Richie de Boston, Jason Lindgren e Crrow777 por me oferecerem a oportunidade de divulgar minha mensagem lá fora, e por terem oferecido tanto apoio e serem tão abertos. É incrível que eu tenha sido capaz de perseguir essa missão. Eu gostaria muito de agradecer aos meu filhos, que tem sido ignorados bastante ultimamente, já que estive trabalhando tão duro tentando entender as coisas. Estou muito orgulhoso deles, que eles são as únicas crianças na minha região que eu conheço que não estão com medo de ficarem doentes, e estão na rua brincando e se divertindo.

E, finalmente, Dr. Lanka e Dra. Turner Banks que têm feito incrível pesquisa e produção acadêmica, e escreveram livros e artigos que me ajudaram muito a desvendar as coisas.

Então, obrigado a todos.

Figura 2/25

Certo, vamos entrar de cabeça.

Eu quero começar pelo início, no ground zero Wuhan, China, província de Hubei. Este [Figura 3] é o mercado de pescados, é um mercado a céu aberto onde os primeiros casos ocorreram.

Figura 3/25

Como você pode ver por essa foto, há um bocado de carne e carcaças de animais espalhadas pelo chão.

Aqui [Figura 4] temos outra foto do mercado, onde você pode ver que as condições são um tanto aquém de sanitárias. Há animais vivos, há animais mortos, há pedaços de corpos e fluidos, onde todos parecem estar contaminando uns ao outros. Então, certamente esse não é o tipo de mercado de onde eu gostaria de comprar minha comida. Mas com certeza havia muito movimento lá, um mercado muito grande.

Figura 4/25

Pois, o que houve foi uma situação onde em torno de 200 pessoas no início ficaram doentes com uma misteriosa doença que parecia com pneumonia, nesse mercado de pescados. Muitas das pessoas eram empregados ou ganhavam sua vida no mercado.

Eu gostaria de perguntar ao público lá fora, se você ficasse sabendo desta informação, qual seria seu primeiro pensamento sobre o que provavelmente seria o problema que causou essa doença misteriosa?

Figura 5/25

Seria:

a – Uma nova doença genética como fibrose cística;

b – Um novo vírus, uma nova doença viral;

c – Doença autoimune onde o corpo está atacando a si próprio, causando o problema;

Ou seria simplesmente:

d – frutos do mar estragados.

Eu acho que a maioria há de concordar que o primeiro pensamento que ocorreria, dada a simplicidade do mercado e das condições sanitárias dele, é que frutos do mar estragados seriam um problema, e algo a ser investigado mais a fundo.

Entretanto, os cientistas na China não concordaram e, de fato, não se aprofundaram nessa questão de forma alguma, até onde posso atestar. Em vez disso, saltaram direto à possibilidade de um vírus. Essa é uma citação [Figura 6] do primeiro artigo do grupo que afirma ter identificado o novo corona vírus. O que eles disseram é que a doença foi determinada por médicos como uma pneumonia induzida por vírus, de acordo com sintomas clínicos, incluindo basicamente uma febre e baixa contagem de células brancas.

Infiltrados pulmonares são simplesmente fluidos e congestão nos pulmões num raio-x do peito. As pessoas não ficaram melhores após 3 dias em antibióticos. Eles consideraram uma infecção bacterial no início e depois foram direto ao vírus. Eles notaram, todavia, que a maioria dos casos iniciais tinham contato com o mercado de pescados. Dá a impressão que eles estavam pré-dispostos a culpar um vírus pela doença logo de cara.

Figura 6/25

Então, como eles alegam provar que um vírus causou essa doença?

Eles tomaram 7, apenas 7 dos quase 200 pacientes iniciais que estavam doentes, e eles colocaram uma câmera de fibra-ótica (como um longo tubo) dentro das suas vias respiratórias até seus pulmões. Aí eles espirraram um fluido lá, e misturaram ele ao redor, coletando quaisquer resíduos, células ou químicos que estivessem nos pulmões, sugando de volta para cima. E eles tomaram outros fluidos corporais. Eles coletaram sangue, eles coletaram cotonetes com amostras orais e nasais, mas é no fluido pulmonar onde eles realmente encontraram, ou pensam que encontraram, o que buscavam.

Quando eles coletaram esse fluido pulmonar, eles não tentaram primeiro encontrar um vírus lá, separá-lo e purificá-lo. A primeira coisa que fizeram foi encontrar e separar alguns tipos de material genético. Uma estratégia bem interessante, e o que eles encontraram foi RNA. Mas lhes digo que nos nossos corpos, em qualquer momento, há material genético circulando livremente em nosso sangue e fluidos corporais.

Adicionalmente, há material genético contido em vários tipos de estruturas. Há vários tipos de vesículas, essencialmente pequenos sacos de fluidos, contendo material genético. Há também bactérias normais que vivem em nosso corpo, inclusive nos pulmões, e elas possuem material genético. Existe uma grande quantidade de origens para esses materiais genéticos.

Quando eles encontraram esse material genético no fluido pulmonar, eles aí determinaram a sequência dele, que é basicamente o código do material genético. Eles determinaram todos os pares básicos e a ordem de sua sequência. E então eles se apressaram a desenvolver um exame diagnóstico, que é um PCR qualitativo, sobre o qual eu falarei mais a respeito em um momento.

Em outras palavras, antes que eles provassem qualquer coisa, eles desenvolveram o exame. Ok. Por que eles não purificaram o vírus e como eles sabem qual a fonte daquele material genético?

Figura 7/25

Porventura, eu estava pesquisando uma área relacionada, e encontrei esse estudo do verão passado. O estudo estava tentando também desenvolver um exame diagnóstico, mas para câncer de pulmão. E, essencialmente, eles usaram o mesmo exato procedimento. Eles obtiveram o fluido pulmonar da mesma forma, com lavagem broncoalveolar. Eles coletaram esse fluido, e com ele isolaram material genético, sequenciaram-no, e eles identificaram-no como um possível marcador biológico, que poderia ser um exame para câncer de pulmão. Eu achei bastante interessante e uma coincidência que exatamente o mesmo procedimento estava desenvolvendo um exame diagnóstico para câncer de pulmão e para essa pneumonia epidêmica.

Figura 8/25

Vamos ver esse exame em um pouco mais de detalhes. RT-PCR quer dizer o seguinte, é de encher a boca, “reação em cadeia da polimerase com transcrição reversa“. A parte RT (transcrição reversa) refere-se a estarmos usando PCR para amplificar RNA em vez de DNA. Se estivéssemos usando para amplificar DNA seria chamado apenas PCR.

Ok. Vou dizer algumas coisas importantes sobre esse exame. Ele não testa de fato pelo vírus. Ele testa por uma sequência de RNA. Agora, essa sequência de RNA pode estar presente num vírus, mas também pode estar presente em outras coisas. Vou dar um exemplo, e acho que mencionei isso antes, mas vamos dizer que haja uma pessoa que queremos identificar. Ok. James, vou usar você dessa vez. Nós queremos ser capazes de identificar James em uma multidão, e vamos enviá-lo ao Yankee Stadium para um jogo de baseball. Mas nós não vamos procurar pelo rosto de James ou outra parte do seu corpo. Em vez disso usaremos um marcador substituto, como estão usando para esse exame. Nós vamos colocar um boné na cabeça de James. Não vamos usar o típico boné azul-marinho do Yankees porque haverá milhões de pessoas usando ele. Nós conseguimos um boné único do Yankees, listrado, branco com listras azuis. Nós colocaremos o boné nele e faremos com que que se disperse na multidão. Aí teremos uma equipe de 10 pessoas que enviaremos ao estádio à procura desse boné. Ok, então fazemos esse procedimento e, para nossa surpresa, o que acontece é que encontramos 6 desses bonés. Seis das dez pessoas procurando encontraram alguém usando esse boné. Então identificamos se alguma dessas pessoas é James, e descobrimos que nenhuma delas é James, pois ele não gosta de usar bonés. Uma vez que ele entrou no estádio ele deu o boné dele a uma criança que gostou, e a criança foi uma das 6 pessoas que encontramos.

Perceba, que estamos procurando algo que não é exatamente aquilo que queremos, mas é algo que é associado com aquilo. Nós precisamos entender o relacionamento entre o que estamos buscando e esta coisa [substituta]. Em outras palavras, nós precisaríamos perguntar ao James, “você estará confortável usando esse boné o tempo todo?” E nós também precisamos saber se outras pessoas compraram o mesmo boné ou se ele é o único do tipo que existe. Certo?

Você pode ver como pode acontecer um deslize. Nós podemos encontrar muitos resultados falsos ao usar esse tipo de método. Com o objetivo de mitigar isso e, a propósito, esse conceito é martelado em nós na escola de medicina, que sempre que você avalia um novo exame ele precisa ser comparado com o padrão ouro. É assim que você sabe se ele é de fato válido.

Com esse exame do COVID-19, não há um padrão ouro com o qual ele foi comparado, porque o suposto vírus COVID-19 nunca foi purificado e visualizado. Em outras palavras, nós pudéssemos pegar pessoas doentes com essa pneumonia pandêmica, obter seu fluido pulmonar, e a partir dele extrair uma partícula de vírus que possamos identificar. Uma vez purificado, podemos tomar o material genético diretamente daquela partícula, sabendo de onde veio, e sabendo que não veio de outro lugar, pois se trata de uma amostra pura, apenas com essas partículas.

Agora teríamos condições de ter um padrão ouro. A forma que testaríamos esse PCR seria com um grupo de pacientes doentes e um grupo controle de pacientes saudáveis. Nós faríamos o exame padrão ouro para identificar o vírus em cada um desses pacientes, e compararíamos os resultados do PCR com o padrão ouro. Isso é crítico, pois permite a você calcular uma taxa de erro, porque nenhum exame é perfeito. É também muito, muito importante que se tenha o grupo controle porque ele não terá o vírus presente, e mostraria um resultado negativo no teste PCR. Isso é muito importante para poder calcular as taxas de erro.

[Vou dar] um exemplo do tipo de erro com o qual ficaríamos muito preocupados nesse tipo de exame, pois não queremos receber uma etiqueta de positivo para esse suposto vírus e arriscar ser posto em quarentena ou mesmo em detenção. Nós queremos saber a precisão. Houve um artigo publicado [sobre COVID-19] onde tiveram que estimar a taxa de falsos positivos, pois não se pode calcular sem um padrão ouro para comparação. Eles reportaram uma taxa [de erro] estimada de 80% em pessoas sem sintomas.

O que isso quer dizer é que se você foi testado (digamos que você tenha sido exposto a alguém que testou positivo, ou você viajou, ou quer ser testado ou pediram que você faça o teste), há 4 chances a cada 5 do seu resultado sair positivo sem haver a doença. Esse poderia ser um enorme problema, que poderia aumentar vastamente o número de casos e também poderia ter muitas consequência pessoais com a situação de quarentena.

Figura 9/25

Então, vamos falar de forma mais geral sobre o exame PCR, porque há erros adicionais além do que já descrevi. O que este exame faz é uma estratégia de amplificação. A razão pela qual isso é necessário é porque estamos como que procurando por uma agulha num palheiro. É possível que haja apenas poucas cópias desse material genético, e se torna difícil detectar ele misturado em todas as demais coisas que estão no fluido. O que isto [amplificação] faz é uma reação que replica o filamento de RNA e faz uma cópia. Ele faz dois a partir de um. Você faria um ciclo dessa reação, indo de uma cópia para duas cópias. Então pararia a reação e iniciaria novo ciclo, adicionando mais materiais, indo de 2 para 4. Repetiria novamente, de 4 para 8 e assim por diante. Isso é um exponencial, uma expansão binomial. Se você olhar para a curva preta no gráfico [Figura 10] você verá que é o que ela representa.

Figura 10/25

Geralmente, usando este tipo de exame, você quer executar aproximadamente entre 25 a 35 ciclos, para conseguir amplificação suficiente para enxergar o que você está procurando. Se você for muito além disso, o que acontece é que você acaba amplificando o ruído. Em geral se considera que o máximo absoluto de ciclos que você poder fazer e ainda obter um resultado apurado é de 45. E este é exatamente o número de ciclos que é recomendado para o teste PCR do COVID-19. Ele está exatamente em cima do limite superior.

Vou compartilhar essa citação de um outro artigo sobre PCR [Figura 11]: “O que o PCR faz é selecionar a sequência genética e amplificá-la enormemente. Ele consegue o equivalente a encontrar uma agulha num palheiro; ele é capaz de amplificar essa agulha para o tamanho do palheiro todo. Como uma antena elétrica amplificada, o PCR amplifica vastamente o sinal, mas também vastamente amplifica o ruído. Já que a amplificação é exponencial, mínimos erros de medição, a menor contaminação, podem resultar em erros de muitas ordens de magnitude.”

Figura 11/25

Logo, esse não é um exame muito apurado, especialmente quando você está forçando a barra no número de ciclos para conseguir tanta amplificação. Pequenos erros podem resultar em falsos positivos, e acho que é isso o que temos visto.

Vou trocar de marchas agora e falar sobre algo diferente, algo que a maioria de vocês nunca ouviu a respeito. Eles são chamados exossomos.

Figura 12/25

Exossomos são algo que ocorre naturalmente no corpo. Eu tenho esse diagrama aqui [Figura 13], e se você olhar para o canto superior direito do diagrama, verá que há uma célula normal onde dentro da célula existem estas [micro]vesículas. Dentro de nossas células existem um número de órgãos diferentes, chamados organelas, eles geralmente são contidos em membranas de diferentes formas. Muitos em sua estrutura são bolhas esféricas que possuem a mesma membrana da membrana externa da célula (uma bicapa lipídica). Estas vesículas podem conter vários tipos de químicos.

Este é um tipo específico de vesícula, que se funde à membrana celular sob determinadas condições, e libera exossomos no fluido extra-celular, entra na circulação e é distribuída ao redor do corpo. Enquanto estão dentro da célula, elas são chamadas MVE, que significa Endossomo MultiVesicular (MultiVesicular Endosomes). Em outras palavras, elas possuem um monte de exossomos ou vesículas dentro, e elas liberam estes de forma regular, dia após dia. Há muitas coisas que podem induzir esse processo, acelerar e aumentar o número de exossomos que são liberados para fora da célula.

Estes exossomos saem da célula, e veja, eles possuem estes pequenos quadrados neles [Figura 13]. Estes quadradinhos são como uma tranca. O que eles fazem é circular pelo corpo e procurar pela chave correta que sirva na sua tranca. Onde encontram tal célula, é conhecida como célula-alvo. Dependendo do tipo da célula que os libera, eles podem ter diferentes tipos de trancas e chaves, mirando diferentes partes do corpo. Esse processo, pensa-se que envolve a comunicação entre uma célula e outra, ou uma parte de corpo com outra. Eles [exossomos] podem ter muitas funções nessa comunicação, que vou endereçar em momentos.

Figura 13/25

Aqui [Figura 14] à esquerda (uma foto de um micrógrafo, um microscópio eletrônico) exossomos, você pode ver um exossomo brotando para fora da célula. É essencialmente uma esfera, ou círculo no corte transversal, onde na periferia existem essas densidades globulares, pequenos círculos ou pontos. Dentro da célula onde lê-se MVB, estes são o mesmo que os MVEs, que são exossomos antes de brotar para fora.

Na foto à direita, que alega-se tratar do vírus COVID-19, pode-se ver que há essas vesículas brotando para fora da célula, de forma circular, com pontos globulares na periferia. Essecialmente é a mesma coisa. Você pode argumentar que ele parece mais desfocado nos exossomos à esquerda, e mais nítido na foto da direita. E eu gostaria de dizer que, a razão para isso, é que quando você corta essas finas fatias de tecido para fazer esses slides, usando esse dispositivo chamado micrótomo (tipo uma lâmina vibratória), é tecnicamente difícil. Às vezes o tecido não coopera bem, às vezes a pessoa é menos habilidosa, e você pode não obter uma fatia perfeita. Essa fatia do COVID-19, eu não encontrei nenhuma fatia melhor do que essa, ela é absolutamente perfeita. A da esquerda é mais espessa, e por isso é mais desfocada e menos nítida, mas estamos olhando para essencialmente a mesma coisa.

Figura 14/25

Eu gostaria de dar uma olhada na mesma comparação, quando vemos ambos dentro da célula hospedeira [Figura 15]. Na imagem no canto inferior esquerdo, há uma célula com o COVID-19, e o que você vê é supostamente esta partícula do vírus dentro da célula. Outra vez você vê uma forma circular dentro esses agregados arredondados globulares. Ok.

Agora olhe para o canto superior direito. Aqui há menos ampliação [da imagem], e esta é uma célula nervosa. Este é o MVE, vários exossomos dentro, e vemos uma estrutura circular cheia das partículas globulares. Outra vez. Mesma coisa. Também mesmo tamanho, ambos em torno de 500 nm de diâmetro. Veja a escala [na imagem] para verificar por conta própria.

Figura 15/25

Agora temos uma série de duas comparações fotográficas sob microscópio eletrônico do vírus e um exossomo fora da célula, e do vírus e um MVE dentro da célula, e podemos ver que eles são idênticos em aparência.

Vamos dar uma olhada em parâmetros físicos deles e continuar nossa comparação. Eu mencionei brevemente que eles são aproximadamente do mesmo tamanho seja dentro ou fora da célula. Sim, há variação, e eu olhei para muitas dessas fotografias e vejo em ambos casos variabilidade nos tamanhos. Porém, em todos os casos, eles são compatíveis em sua faixa de tamanho.

Adicionalmente, o receptor. Este é um aspecto chave. Lembre-se que eu mencionei o mecanismo de tranca e chave. Nos artigos sobre o COVID-19 eles descobriram que na sua superfície ele possui um receptor para ACE-2.

ACE-2 é a enzima conversora da angiotensina (“angiotensin conversion enzyme“), que é uma enzima em nossos corpos. Uma das suas funções é que ela trabalha com o rim para regular pressão sanguínea, e há medicações para pressão alta que inibem essa enzima.

Nesse artigo [sobre COVID-19], o que eles dizem é que esse receptor é como o vírus invade a célula. Eu também encontrei um artigo onde identificaram exossomos, vindos do nosso próprio corpo, que usam os receptores de ACE-2 para encontrar suas células-alvo.

Logo, exossomos e COVID-19 usam o mesmo receptor na sua superfície afetando exatamente as mesmas células.

Ambos possuem material genético, e ambos na forma de RNA. Sem DNA, apenas RNA.

Estas estruturas são ambas encontradas no fluido pulmonar. O exame de câncer que mencionei antes encontrou exossomos no fluido, e o fluido pulmonar mostrou COVID-19 também.

Figura 16/25

Você pode ver que, quanto mais levamos adiante essa comparação, nós vemos que eles são essencialmente os mesmos em todos aspectos relevantes.

Além disso, ao consultar a literatura de virologia, eles [virologistas] também pensam que exossomos e vírus são possivelmente a mesma coisa. Este é James Hildreth, um pesquisador muito proeminente e médico acadêmico nos campos de virologia e pesquisa sobre HIV. Ele é atualmente o presidente e CEO do Meharry Medical College, e foi um professor integral na Johns Hopkins. Ele escreveu um artigo com dois de seus colegas lá, e o que ele disse é, e eu cito [Figura 17]: “o vírus é completamente um exossomo em todos sentidos da palavra“.

Figura 17/25

Essa foi uma grande confirmação para o que eu já estava pensando, e me explodiu a mente ao ler isso no artigo, pois foi um dos últimos artigos que eu verifiquei. Encontrar isso ao enquanto eu chegava à mesma conclusão ajudou muito em validar minha opinião.

Então, o que faz nós produzirmos mais exossomos e liberar eles em nossa circulação. Pois, praticamente todo tipo de insulto ao corpo pode causar esse processo [Figura 18]:

Substâncias tóxicas, encontrei diversos artigos sobre isso. Alguns deles examinaram toxinas no meio ambiente, como por exemplo metais pesados como arsênio, e toxinas químicas orgânicas. Também há evidência quanto a toxinas bacteriais, e tenho um slide que vou mostrar num minuto. Logo, claramente há um papel na comunicação ou possível remoção de substâncias tóxicas que danificam nossas células.

Adicionalmente, é interessante que estresse psicológico, que muitas pessoas ao redor do mundo estão experimentando de forma intensa agora, também causa liberação de exossomos. Note que isso pode causar exames com falsos positivos.

Câncer. Como mencionei antes. Câncer de pulmão possui muitos exossomos. Radiação ionizante. Infecções. Lesões. Qualquer tipo de resposta imunológica, seja lesão, infecção ou outra doença. Asma.

Muitos artigos simplesmente dizem que exossomos são induzidos por doença e não mencionam nada específico. Eles parecem implicar que qualquer tipo de doença pode causar esse processo. Eu gostaria muito de encontrar evidência de que EMF (radiação eletromagnética) induziria exossomos, mas infelizmente não consegui encontrar um artigo nisso. Mas gostaria de dizer a todas pessoas no campo da pesquisa de exossomos que isso seria uma excelente contribuição à literatura, se você se aprofundar nessa situação. Especialmente se radiações de microondas como 5G causariam isso também.

Figura 18/25

Agora quero falar sobre o segundo artigo, porque isso vai nos ajudar a fundir as duas ideias de um vírus e um exossomo, e quanto a eles serem a mesma coisa.

O artigo é também de um grupo na China, e foi publicado no New England Journal of Medicine e eles têm um protocolo levemente diferente, mas essencialmente muito similar. O que eles fizeram foi aquele procedimento para obter o fluido pulmonar, e então eles centrifugaram-no e ficaram apenas com o fluido. Logo, quaisquer células do hospedeiro, como células do pulmão que estivessem em suas células bacteriais, ficariam depositadas no fundo do tubo de ensaio. Eles usaram então apenas o fluido do topo, assumindo que se houvesse partículas de vírus elas estariam nesse fluido. Porém, eles não tentaram purificar o vírus de dentro desse fluido. Em vez disso, eles misturaram com células que eles retiraram de uma pessoa que teve cirurgia de câncer de pulmão. Eles incubaram com essas células cancerosas. Agora, lembre-se que demonstrei antes com evidências experimentais de que células de câncer de pulmão produzem exossomos.

Quando eles então purificaram partículas após incubar esse fluido com células de câncer de pulmão, e examinaram sob o microscópio, eles estavam olhando para partículas de vírus ou para exossomos. Eu tenho duas imagens abaixo, onde uma é supostamente a partícula de vírus obtida nesse artigo e a outra foto é de um exossomo. Você consegue apontar as diferenças?

Figura 19/25

Aqui há outro slide [Figura 20] mostrando as funções de exossomos, de que eles são capazes de remover toxinas. Na parte superior direita, essas células verdes são bactérias. A propósito, essa imagem, e todas imagens de eletromicrógrafo são em preto-e-branco. Se você ver uma imagem como esta, isto foi feito para ajudar a identificar o quê é o quê. Eu penso que essa é uma abordagem boa, e este é um bom slide, bem diferente de alguns slides que você vê que são computação gráfica criada por um artista.

Estas partículas que eles coloriram de roxo são toxinas liberadas pelas bactérias. Se elas [partículas] fossem permitidas entrar em contato com a membrana celular, elas fariam pequenos buracos na membrana, os conteúdos da célula vazariam e ela morreria. Então, o que está acontecendo é que a célula estão libera estes exossomos amarelos quando percebe a presença dessas toxinas. Você vê que elas estão todas brotando da área central da célula, e pode-se ver que eles estão engolindo as partículas de toxinas. Nesse experimento, o que eles descobriram foi que, quando eles misturam células com as bactérias, se as células liberaram os exossomos que comeram as toxinas a célula sobreviveu. Se as células estavam misturadas com as bactérias e não liberaram os exossomos, as células morreram. Isto foi feito numa placa de petri, não numa pessoa. Não podemos dizer com certeza, mas o que isto está nos dizendo é que os exossomos nos ajudam a limpar as toxinas, de maneira que elas não danifiquem nosso tecido.

Imagem 20/25

Eu também gostaria de examinar outro aspecto, pois há relatos recentes de que pessoas doentes têm tido recuperações rápidas com alguns tratamentos não tradicionais. São tipos de tratamentos que não seriam concebidos pela medicina vigente para uma “doença viral”. Mas, há relatos de um doutor em Nova Iorque que afirma ter curado centenas de pacientes com hidroxicloroquina, que acho que ele combinou com zinco.

Hidroxicloroquina foi originalmente uma droga para malária, mas é usada nos Estados Unidos primariamente para doenças como artrite reumatóide e lúpus. Não se sabe como ela funciona nessas doenças e, na minha experiência, ela não funciona de forma alguma nessas enfermidades. Entretanto, há montes de pesquisa tentando descobrir o que essa droga faz. Eu li um artigo de revisão nesse asssunto e encontrei algo bastante interessante. Existem estudos que demonstram que essa droga pode liberar enzimas lisossomais. Pode-se dizer que o lisossomo é basicamente o depósito de lixo da célula. É outra dessas vesículas ou sacos que possuem todas essas enzimas que mastigam de tudo. Similar ao que acontece no seu intestino quando digerindo comida. E todo lixo que não funciona mais, como proteínas que se degradaram e DNA que foi copiado com erro ou coisas do tipo, elas são enviadas ao lisossomo para destruição e reciclagem. Ele [lisossomo] desmonta-as em seus constituentes básicos, e então é capaz de enviar para a parte da célula responsável pela fabricação de novas moléculas.

No caso dessa droga [hidroxicloroquina], o que ela faz é liberar essas enzimas de dentro do compartimento na célula, direto no citoplasma da célula. Isso pode ser bastante danoso para a célula. Entretanto, se ela foi inundada com algum tipo de substância tóxica, essas enzimas podem ajudar a eliminar a substância de forma que a célula sobreviva. Eu penso que é dessa forma que a droga está ajudando estes pacientes.

Vitamina C é outro tratamento que tem sido reportado como bem-sucedido. Muitas pessoas pensam que a vitamina C funciona ao “fortalecer o sistema imunológico”. Ela tem sim um efeito sobre a regulação da função imunológica, mas eu não sinto que seja como ela auxilia nessas condições. Em minha opinião são as propriedades antioxidantes dessa droga, e possivelmente as propriedades de redução da viscosidade do sangue, que ajudam nessa doença. Quando você passa por uma exposição tóxica, frequentemente essa toxina causa o que é chamado de estresse oxidativo ou radicais livres. Nós somos todos familiares com a recomendação para tomar antioxidantes e comer certos tipos de frutas vermelhas e coisas do tipo, mas não são muitos os que compreendem o que o antioxidante está fazendo. O que ele faz é agir como uma espécie de esponja que neutraliza os radicais livres, os absorve e subjuga. O que os radicais livres fazem é como uma reação em cadeia. Eles marcam um indivíduo e o tornam um radical livre, e marcam o próximo e o tornam um radical livre e, todas essas moléculas se desfazem numa grande bagunça onde as células não conseguem funcionar. Logo, a vitamina C interrompe esse processo em seu início, reduz e previne dano adicional. Em minha opinião é assim que ela funciona nesse tipo de doença aguda.

Figura 21/25

Certo. Eu vou amarrar tudo junto, tudo o que eu falei aqui hoje para sintetizar o que eu penso que está acontecendo no presente. O que eu acho que está acontecendo de verdade nessa situação.

O que eu penso que está acontecendo, antes de mais nada, como tenho reportado um bocado, é que não há níveis pandêmicos de pessoas ficando doente e morrendo de qualquer coisa que esteja acontecendo. Os números são bem menores do que aqueles de uma temporada de gripe típica. Entretanto, claramente há pessoas ficando doentes. O que eu acredito que esteja causando essa doença é algum tipo de insulto que ocorre que causa dano, e então há uma reação a ele, que é a produção de exossomos. Quando nós fazemos exames diagnósticos para o suposto vírus, nós estamos de fato testando pela presença de exossomos. Isso confirma que há algum processo não saudável acontecendo no corpo.

Eu falei a respeito das coisas que podem causar produção de exossomos, e acredito que eles representam a causa da doença. Penso que há maior chance é que exista algum tipo de veneno. Certamente há grande número de precedentes para uma doença com características de pneumonia oriunda da inalação de susbstâncias tóxicas. O estresse e medo podem ser causas. Pode representar uma gripe comum, uma pneumonia ou um resfriado severo, e o que quer que cause eles seria a mesma causa. E, por final, radiação eletromagnética poderia certamente ser uma causa também. Tem havido enorme proliferação na instalação de nova infraestrutura de 5G e há evidência conhecida de que 5G pode ter efeitos adversos na saúde de indivíduos, inclusive danificando DNA. Essa evidência vem na verdade do Laboratório Nacional de Los Alamos, quando eles estudaram microondas e radiação como as usadas em scanners de corpos em aeroportos.

E penso que é bem possível que não haja apenas uma exposição tóxica, mas que possam haver diferentes causas dessa doença em áreas diferentes, ou talvez até numa mesma área entre pessoas diferentes; que não seja uma causa uniforme da doença, mas que cause uma constelação de sintomas das vias respiratórias superiores. Estes sintomas não são extremamente específicos. Há uma série de enfermidades que causariam uma tosse, possível falta de ar, uma febre e supressão da contagem de células brancas. Logo, poderia haver inúmeras causas diferentes para esses sintomas, mas eu não vejo evidência conclusiva alguma de que haja qualquer vírus. E certamente, pode-se ver que os exossomos e o vírus são virtualmente indistinguíveis um do outro.

Assim, me permita reiterar. Há algum tipo de insulto ou toxina que você está exposto e causa doença. Isto estimula suas próprias células a induzir, produzir e liberar esses exossomos porque eles enviarão o importante sinal para seu corpo saber como lidar com esse problema. E parte disso é que eles engolirão como uma esponja e absorverão essas toxinas, para que possam ser removidas do seu corpo de forma segura no caminho para sua recuperação.

Logo, o que estou dizendo é que COVID-19 na verdade são exossomos, e não um vírus que invade seu corpo de fora. Ele vem de dentro do seu corpo para ajudá-lo e é uma reação à real doença causadora.

Figura 22/25

References

  1. Photo of exosomes: https://www.cancer.gov/news-events/cancer-currents-blog/2018/exosomes-tumors-evade-immunesystem
  2. Photo of COVID-19
    1. “Thin-section electron micrograph of 2019 novel coronavirus grown in cells at the University of Hong Kong. “Each infected cell produces thousands of new infectious virus particles, which can go on to infect new cells.” Image from John Nicholls, Leo Poon and Malik Peiris, Univ. of Hong Kong, February 3, 2020.”
    2. Found at: https://www.earthfiles.com/2020/02/26/700-am-mtnfeb-19th-update-75216-covid-19-cases-2011-deaths-diamondprincess-quarantined-american-ship-passengers-were-evacuated-onchartered-flight-with-14-americans-confirmed-positive-with/
  3. COVID-19 test: https://www.who.int/docs/default-source/coronaviruse/wuhan-virus-assay-v1991527e5122341d99287a1b17c111902.pdf
  4. PCR figure: https://www.thermofisher.com/us/en/home/life-science/cloning/cloning-learning-center/invitrogen-school-of-molecular-biology/pcr-education/pcr-reagents-enzymes/pcr-cyclingconsiderations.html
  5. COVID-19 gene sequence: http://virological.org/t/novel-2019-coronavirus-genome/319
  6. Exosomes in Toxicology: Relevance to Chemical Exposure and Pathogenesis of Environmentally Linked Diseases https://academic.oup.com/toxsci/article/158/1/3/3827743
  7. Exosomes and stress: https://www.sciencedirect.com/science/article/abs/pii/S1044532313001565
  8. Exosomes and communication: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC3155154/
  9. Multivesicular Endosome: https://www.frontiersin.org/articles/10.3389/fphys.2012.00145/full
  10. Exosomes with ACE2 receptor: https://www.ahajournals.org/doi/10.1161/CIRCULATIONAHA.115.015687
  11. COVID-19 with ACE2 receptor: https://science.sciencemag.org/content/367/6485/1444.full
  12. Discovery of a Novel Coronavirus: https://www.biorxiv.org/content/10.1101/2020.01.22.914952v2.full.pdf
  13. Identification of Novel Coronavirus: https://www.nejm.org/doi/10.1056/NEJMoa2001017?url_ver=Z39.88-2003&rfr_id=ori:rid:crossref.org&rfr_dat=cr_pub%3dwww.ncbi.nlm.nih.gov
  14. Exosomes remove toxins: https://finance.yahoo.com/news/newfound-cell-defense-systemfeatures-160000044.html
  15. When is a Virus an Exosome? The Journal of Cell Biology. Volume 162(6), 2003:p.960
  16. https://www.bangkokpost.com/world/1842104/why-wild-animals-are-a-key-ingredient-in-chinascoronavirus-outbreak
  17. Exo-miRNAs as a New Tool for Liquid Biopsy in Lung Cancer: https://www.mdpi.com/2072-6694/11/6/888
Figura 23/25
Figura 24/25
Figura 25/25

#2 – O despertar de Owen Benjamin, o meu, e qual o seu?

March 12, 2020 by Francisco Leave a Comment

Owen Benjamim em seu especial de stand-up comedy Jailbait.

Owen-quem e qual a relevância? Segura um momento por favor, vou chegar lá.

Tinha outros planos em mente para os próximos artigos, mas achei por bem dar uma pausa para um artigo mais autobiográfico, que espero possa adicionar algo de útil, e quem sabe alguns possam se identificar. Um tanto de desabafo e outro tanto para chacoalhar os sentimentos negativos que circulam ao redor de temas ditos polêmicos, controversos ou perda de tempo.

Minha ideia aqui é fomentar debate de forma didática e aberta. Não elaborei ainda uma política de comentários, pois não há comentários a moderar, mas em breve o farei. Creio em liberdade de expressão, mas esse é o meu saloon, onde eu monto o cardápio, cozinho o bife, sirvo o conhaque e visto o colete do segurança de boate mantendo regras de decência, respeito e convivência em comunidade. Quem quiser sugerir ingredientes para a sopa, que faça com humildade e espírito de cooperação.

Voltando ao tópico. Eu entendo que muitos têm curiosidade para saber como funciona na terra plana coisas tão banais quanto o dia e a noite, as estações, os fusos horários, o que significa andar em linha reta para qualquer direção que não ao norte, a posição dos demais astros no céu noturno, a navegação pelas estrelas ao sul do Equador, as rotas de tráfego aéreo, o funcionamento do pólo magnético, os eclipses, etc.

Muitos outros não têm curiosidade alguma, e não tenho interesse em convencê-los do contrário. A porta do saloon é logo ali, a um clique de distância, e é cortesia da casa.

Se não gostou do serviço, a porta está ali. Agora vaza.

Hoje não vamos discutir especificidades. Há muitas fontes de informação de qualidade na internet que abordam o tema, como por exemplo o canal no YouTube do PhD em geofísica Afonso Emídio de Vasconcelos Lopes. Enfatizo suas credenciais somente para cutucar aqueles que argumentam que somente contesta o modelo heliocêntrico quem é ignorante ou estúpido.

Pessoalmente, minha formação é em Ciência da Computação. Não tenho educação formal em ciências da terra como o Dr. Afonso, nem tampouco me proponho a ter a última palavra em qualquer assunto. Sou movido a curiosidade, sem vergonha de fazer perguntas tidas como idiotas. Às vezes nos beneficiamos ao agir de forma pouco brilhante, ou ao pensar como uma criança pensaria, esses sim seres dotados de uma genialidade natural e indomável.

Dizer ao professor que não entendi e pedir que explique uma segunda vez não é vergonha. Vergonha é nunca perguntar e tomar como fato que E=MC2 resolve o problema, quando há chance de que sequer seja a raiz da questão.

Voltando à metáfora do saloon. O que me despertou a fazer perguntas não foi somente ter descoberto novos ingredientes para a sopa, não foi apenas a dialética do argumento. Foi admitir a possibilidade de que minha sopa talvez não fosse a melhor da vizinhança. Foi a retórica que me deu um chute nos ovos e me prostrou em posição de humildade para eu me abrir a noções conflitantes, e suspender aquilo que eu tinha como verdade, senão apenas por tempo suficiente para entreter os argumentos.

Aí entra Owen Benjamin, um profissional da arte da retórica que conhecemos pelo nome de comédia. Uma risada de dar dor na barriga, que te faz chorar, não mente.

A jornada de Owen Benjamin

Ano passado, em 2019, acompanhei a jornada do comediante de stand-up e virtuoso pianista que toca Bach e Beethoven de ouvido, Owen Benjamin.

Vi ele primeiro em entrevista com Joe Rogan, de cujos vídeos eu era espectador frequente. Meses mais tarde, em agosto, apertei mãos com Owen Benjamin numa palestra do RooshV em Seattle, nos Estados Unidos. Viajei até lá para ver RooshV em sua missão, após ele ter tirado “Bang” e a maior parte de sua obra das prateleiras. Li Bang ainda por volta de 2013, em minha fase de divorciado. Nessa época fiz de Roosh meu coach em uma missão desenfreada para fornicar em graus nos quais nenhuma Adriana jamais Esteves. Em Seattle, levei para cada um, Roosh e Owen, uma carta e meia dúzia de tabletes de pemmican que preparei em forma de bolinho. Noutro dia elaboro como que descobri o pemmican ao adotar dieta 100% animal —e que o brócoli viva por mil anos, é como compenso minha pegada de carbono.

Seu autor aqui com RooshV em sua palestra em Seattle, em agosto de 2019.

Owen é um gigante de 2,03 metros de altura, enorme olhando para baixo em minha direção, e eu não sou pequeno com 1,87m. Durante a palestra não conseguiu conter o riso pelo menos uma vez, quando caiu na gargalhada sozinho, mesmo sendo (ou talvez por causa de ser) ele o único comediante na sala. Fim do parêntese por transparência.

Owen teve participações em filmes de Adam Sandler entre outros, e escreveu e atuou em diversas séries de TV e curtas, além do Punk’d da MTV. Possui também especiais de stand-up, incluindo no Comedy Central, e foi apresentador do “Art Director’s Guild Awards” chamando ao palco gente como Leonardo di Caprio.

Isso tudo enquanto durou o casamento com a mídia. E mídia e hollywood são uma e a mesma hidra, apenas cabeças diferentes. Incluindo aí a oposição controlada de Joe Rogan, a quem reconheço ter passado muitas horas assistindo e ter comprado ingresso para seu stand-up em 4/20 (vinte de abril), mês que vem aqui em Vancouver. Serão as risadas mais caras pelas quais jamais paguei (espero, pois é aniversário da patroa).

Tiamat diz: “Contemple a CNN de verde, a Universal Studios de azul, a revista Veja com crina amarela e Joe Rogan pequenininho lá atrás!“

Se você perguntar hoje, Owen é considerado pela mídia como um comediante fracassado, que não consegue agendar teatro algum para shows nos Estados Unidos. Owen aprendeu a se contentar em fazer turnê e gravar especiais de stand-up em palcos improvisados em lugares como uma igreja ortodoxa grega em Vancouver, um museu infantil em Denver e um hangar de aviões em alguma cidade pequena. Ele é tido como persona non-grata desde que envolveu-se em polêmica no Twitter ao posicionar-se contra pais que permitem que suas crianças passem por terapias hormonais de mudança de sexo. Pouco depois, reincidente na mídia social do pássaro azul, entrou em rota de colisão com agendas políticas ao defender a liberdade de posse de armas pelos cidadãos americanos.

Reportagem do The Daily Campus. Os tweets originais foram excluídos pelo Twitter.

Como resultado, foi banido de hollywood e Twitter sob acusações de “transfobia” e insensibilidade com as vítimas do tiroteio noticiado. Nos meses seguintes foi banido de PayPal, Patreon (a quem ele está processando na justiça por quebra dos termos de uso), Instagram e, finalmente, YouTube em dezembro, onde ele tinha mais de 100 milhões de visualizações desmonetizadas em seu canal, segundo afirma. Hoje ele transmite streams ao vivo através do site DLive.tv e sua plataforma própria em sociedade com VoxDay em Unauthorized.TV, possivelmente seu último refúgio na internet.

Quem pesquisa na Wikipédia por seu nome encontra hoje referências aos episódios acima, além de mais recentes imbróglios, pelos quais é acusado de praticar discurso de ódio. Isso porque teceu críticas direcionadas a um grupo de pessoas que se julga acima de repreensão, devido ao status de classe protegida garantido por seus avós que sobreviveram à Segunda Guerra Mundial. São estes os descendentes da tribo do chapéu minúsculo e com pouca fé em Cristo, vulgo judeus.

Por que estou falando tanto sobre Owen Benjamin? Porque me inspira um homem com a coragem de dizer o que pensa, mesmo que custe a ele emprego, sucesso e literalmente milhões de dólares, independente de minha opinião pessoal sobre os assuntos que ele discute. Quantos estariam de joelhos pedindo desculpas para poder manter seus carrões e empregos de prestígio?

Mas voltando ao tema de interesse aqui nesse blog. Em meados do primeiro semestre de 2019 Owen decidiu que debateria o “guru” da terra plana Eric Dubay, após espectadores de Dubay desafiarem-no por semanas em seu canal do YouTube. Durante seus podcasts, Owen tornou hábito diário fazer “bate-bola” com sua audiência no YouTube, que chegava a 5 mil espectadores ao vivo, levantando argumentos e contra-argumentos para o futuro debate com Eric Dubay. Entre uma conversa séria e outra, saíam piadas com zoeiras deste tipo:

https://www.youtube.com/watch?v=gX2cqLxA_O0
Sketch fazendo chacota de Eric Dubay (Savonye).

Saltemos alguns episódios à frente… e o debate entre Owen Benjamin e Eric Dubay nunca aconteceu.

Como?

Ao se preparar para refutar os argumentos de Eric Dubay, Owen convenceu-se de que o modelo heliocêntrico não apenas possuía algumas inconsistências e incompletudes. Sua pesquisa o convenceu que de a terra não pode ser uma bola, e ele transmitiu isso ao vivo para o mundo em meio a gritos de frustração e negação dizendo: “I can’t be a flat earth person!”. E eu entendo exatamente o que ele quis dizer. Ninguém, exceto por sociopatas, acorda de manhã contando os minutos para contrariar todo mundo, e de bônus ser ostracizado e chamado de asno. Além do mais, embora Owen seja (ou tenha sido) um ator profissional, ele não é tão bom ator quanto é pianista.

Em novembro de 2019 Owen Benjamin fez uma apresentação de stand-up comedy pro-bono na convenção internacional sobre terra plana em Dallas, Texas. Até a data da publicação desse artigo (março de 2020), essa foi sua mais recente aparição em palco fazendo stand-up. Owen e Eric Dubay não são melhores amigos, ao contrário do que poderiam alguns esperar. Owen ainda critica a atitude “pedante” (minha interpretação do sentimento) de Eric Dubay. Eu, Francisco, nunca vi, ouvi ou li o suficiente de Eric Dubay para ter uma opinião sobre ele.

Agora, vamos dar uma pausa.

Não me interpretem mal.

Não estou sugerindo abandonar as teorias do cientista para confiar nas teorias do cômico. Isso seria cometer o mesmo engano de tratar a si mesmo como inferior a outro homem. A história acima não é razão alguma para ninguém mudar de opinião sobre o formato da terra, as políticas de controle de armas e o conceito de moralidade de pais e mães permitindo que seus filhos pequenos “troquem de sexo”. Mas é uma história de alguém que mudou de opinião, não apenas em uma vez em um assunto, mas em vários, tendo pago o preço associado às suas escolhas de forma financeira, mas não a custo de sua integridade e habilidade de dizer o que pensa. Demonstra cojones e uma dose de chutzpah.

Na minha jornada pessoal, passei meses descascando as camadas dessa cebola metafórica que chamamos Terra. Passei por dor física, ansiedade, medo, pensamentos de vergonha, de culpa, de frustração, de insegurança e muitas dúvidas geradas por um ego em combustão. Afinal, eu não poderia estar tão errado sobre tantas coisas, ou poderia?

Duvidando de mim mesmo

Vai molho na picanha?

Numa noite ano passado quando morava em Victoria, capital de 80 mil habitantes da província de British Columbia no Canadá, me deparei com vergonha e relutância ao olhar para cima, contemplando a lua. De forma alternada imaginava como que um eclipse funciona de acordo com a ciência, e me preocupava que alguém no estacionamento do prédio estaria me observando e achando que eu era um maluco chapado por perder tempo pensando em algo tão trivial. Sim, chapado estava e aqui é legal uso e porte de cannabis, mas não é esse o ponto. Esse tipo de pensamento ocorre de forma natural, extra-neurótico ou não, com um baseado ou sem, mas apenas acontece quando Tico aperta mãos e olha Teco no olho, e vice-versa. O sentimento de vergonha é natural e ao mesmo tempo irracional. Afinal, qual o propósito de passar tanto tempo pensando em coisas sobre as quais 90% da população nunca dedicou um minuto questionando? Na escola, nos desenhos animados e livros infantis, na televisão e entre família e amigos, todos parecem concordar.

Não sei a resposta, mas sou familiar com o impulso para prosseguir e ir mais a fundo.

Meus amigos e parte da família são testemunhas do tanto que perturbei (e perturno) em bate-papos no Whatsapp, em misto de fascinação e ultraje, com fotos, links e vídeos, cada vez que me deparava com novas evidências apontando numa direção e noutra. Esse blog surgiu também como uma válvula de escape, para bem da paciência deles, como um veículo de exercício de pensamentos ao vivo, enquanto digito letra após letra.

Semana passada passei quase uma 1 hora ao final da tarde aguardando o pôr-do-sol ao lado de um chafariz próximo ao pier do terminal de barcas em North Vancouver. Nikon P900 no tripé, tentando seguir a lua se movendo pelo céu. Fotografando e filmando, sem me ocupar com ideias do que a lua é. Apenas observando. No Rio de Janeiro, onde morei por 11 anos, algum pivete teria me roubado a câmera. Aqui, as pessoas notavam a curiosidade, julgando pela quantidade dos que passaram por mim fazendo comentários. Seus comentários em geral sobre fotografia, sobre a câmera, sobre o clima.

Poucos param para observar a lua em 2020, quando a NASA diz conhecer os elementos químicos que constituem a areia lunar e anuncia planos para construir colônias feitas de cogumelos no melhor estilo smurfs.

Num mundo onde a lua tem casas de cogumelos a NASA é o Gargamel.

Enquanto eu filmava a lua cruzando o frame da câmera um senhor de cadeira de rodas, com a perna esquerda cortada abaixo do joelho, rolou a cadeira até mim. Eu não conseguia entender direito o que ele dizia (geralmente é minha culpa, por inglês não ser minha língua nativa), então me acocorei pra ficar mais perto dele e escutar melhor. Ele me conta que teve um derrame que causa dificuldades para ele na fala.

Na juventude foi um fotógrafo das antigas com câmeras de filme real. Quando mostrei fotos da lua e de Vênus que tirei, ele exclamou: “Unbelievable!” e começou a repetir as coisas que ouve no dia a dia: estrelas, planetas, como Vênus é o planeta mais perto da Terra, sistema solar etc. Com todo respeito apenas disse, “Não sei… eu não compro nada disso, eu acredito que a terra é plana. Deus está em toda parte“. Seguiram-se uns momentos de silêncio, e ele voltou a falar de fotografia, e sobre a doença dele, sobre como a perna dele gangrenou e ele sentia quando tocava, até o dia que o médico cortou primeiro os dedos, e depois o pé e o resto da perna; sobre como ele está se acostumando a viver sem a perna.

Ele compartilhou sobre a juventude dele como fotógrafo, como ele ainda tem sua velha câmera alemã (não recordo a marca), como ele fotografou uma modelo nua num cemitério certa vez.

Quando a pessoa por quem ele estava esperando chegou, ele se despediu e foi embora. E as pessoas que passaram continuaram achando que eu estava ali como fotógrafo, mirando a câmera para o lado errado enquanto todos os celulares apontavam para o lindo pôr-do-sol.

Enfim. O ponto é que, quando ele começou a falar sobre o sistema solar, eu poderia ser balançado a cabeça e o deixado falar sozinho. Ou quem sabe repetir tudo aquilo que eu também já ouvi a respeito, mas não concordo. Todavia, optei por falar o que penso, sem auto-censura e de forma respeitosa, com tato. É só uma história de como é passar um dia com alguém que não compartilha da mesma visão do mundo que você, mas que compartilha da mesma humanidade e da mesma faísca divina. Ou, se for sua preferência, a mesma faísca de “big bang”, ou a grande trepada, assunto para outro dia.

“Seja, porém, o vosso falar: Sim, sim; Não, não; porque o que passa disto é de procedência maligna.”

Mateus 5:37

Ps: nenhum Owen foi maltratado durante a redação desse artigo. Owen Benjamin continua não-empregável por suas convicções consideradas intoleráveis, e sua família prospera num sítio repleto de cabras, galinhas, alpacas, árvores frutíferas e hortas semeadas para o verão que alimentarão sua família de 2 meninos e sua esposa grávida de um terceiro. Unauthorized.TV e doações pelo correio têm ajudado enquanto ele produz conteúdo gratuito na internet. Muito interessante os caminhos que a vida toma quando tudo parece dar errado.

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